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Parte dos ministérios completa um mês de governo sem equipe do 2º escalão nomeada

Minas e Energia, Transportes e Trabalho, por exemplo, estão com cargos vagos. Situação se estende para algumas autarquias e estatais. Após um mês de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parte dos ministérios ainda segue com cargos vagos para o segundo escalão das pastas. São postos que se reportam diretamente para o ministro e que o auxiliam a conduzir as políticas públicas. A situação se estende também para algumas estatais e autarquias, que seguem com dirigentes interinos até que o novo governo defina quem serão os novos titulares (veja mais abaixo). ▶️ Ministério de Minas e Energia O ministro Alexandre Silveira ainda não tem nenhum secretário nomeado, nem mesmo o secretário-executivo. Ele é o número "2" na hierarquia e assume o comando da pasta quando o ministro viaja para o exterior, por exemplo. Também estão sem nomeação os cargos para secretário de: Energia Elétrica; Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; Planejamento e Transição Energética; e Geologia, Mineração e Transformação Mineral. ▶️ Ministério dos Transportes A mesma situação acontece no Ministério dos Transportes, que ainda não nomeou quem será o secretário-executivo do ministro Renan Filho. Também não foram publicados os nomes para as secretarias de: Transporte Rodoviário; Transporte Ferroviário; e para a Secretaria Nacional de Trânsito. Parte dos nomes para esses cargos já circula nos bastidores, mas, oficialmente, as nomeações ainda não saíram no "Diário Oficial da União (DOU)". ▶️ Portos e Aeroportos O ministro Márcio França, de Portos e Aeroportos, já escolheu a equipe de secretários, mas a oficialização também não foi publicada. ▶️ Ministério do Trabalho O ministro Luiz Marinho já conta com secretário-executivo e com secretário de Proteção ao Trabalhador nomeados. Contudo, ainda estão vagos os cargos para as secretarias de: Relações do Trabalho; de Inspeção do Trabalho; de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda; e de Economia Popular Solidária. Estatais e autarquias A situação de "apagão" nas nomeações dos ministérios se estende para algumas estatais e autarquias, que seguem com dirigentes interinos. É o caso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da PPSA (estatal do pré-sal), do INSS, dos Correios, do IBGE, da Codevasf, entre outras. Motivos Parte do gargalo, segundo pessoas ligadas aos ministérios, está na Casa Civil, que tem que aprovar as indicações feitas pelos ministros. Os processos estariam levando semanas ou parte dos nomes sendo reprovada. Silveira, por exemplo, indicou Bruno Eustáquio para a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, mas Eustáquio foi reprovado por ter feito parte dos ministérios de Minas e Energia e da Infraestrutura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outro fator que atrasou as nomeações foi a eleição para a presidência do Senado. As análises foram paralisadas a pedido do Planalto para acomodar indicações políticas em troca de votos no candidato mais alinhado ao governo, o senador Rodrigo Pacheco, que acabou sendo reeleito nesta quarta-feira para um novo mandato à frente do Senado. Em nota, a Casa Civil negou que tenha suspendido ou paralisado nomeações para o segundo e terceiro escalão dos ministérios. "A Casa Civil tem a obrigação de fazer a análise cuidadosa de todos os nomes. É natural que, diante do grande número de nomeações neste início de governo, haja alguma espera." Outro lado O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que passa por um processo de restruturação e formação de equipes. "Dentro desse contexto, o MME segue trabalhando para garantir o bem-estar das brasileiras e dos brasileiros. Em breve, as nomeações para os cargos de chefia do ministério deverão ser publicadas." Já o Ministério dos Transportes disse que o ministro Renan Filho tem "procurado e conversado com nomes qualificados para assumir cargos-chave na pasta, que serão anunciados assim que forem aprovados pela Casa Civil da Presidência da República e publicados no Diário Oficial da União (DOU)". "Composto por um amplo corpo técnico, o Ministério dos Transportes está em plena atividade, como evidenciado pelo lançamento do Plano de 100 Dias de ações prioritárias, a retomada de contratos de manutenção em estradas e assinatura, pelo ministro Renan Filho, do contrato e da ordem de serviço de obras na BR-116/RS", disse a pasta em nota. Procurado, o Ministério de Portos e Aeroportos não retornou o pedido de explicações do g1.O Ministério do Trabalho não comentou.

Brasil continua com a maior taxa de juros reais do mundo


País manteve o pódio pela 4ª vez consecutiva; Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros brasileira em 13,75%. A taxa básica de juros brasileira (Selic) não sobe desde junho do ano passado, mas o país continua no topo do ranking global de juros reais, segundo levantamento compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management. Em decisão nesta quarta-feira (1º), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros brasileira inalterada, em 13,75% ao ano. Descontada a inflação esperada para os próximos 12 meses, de 5,75%, os juros reais ficaram em 7,38% – suficientes para manter o país no topo da lista, acima de México, Chile, Colômbia e Hong Kong. Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB A taxa de juros real é calculada com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países. VEJA O RANKING ABAIXO: Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira se manteve na segunda posição – atrás apenas da Argentina, onde a taxa é de 75%, mas onde a hiperinflação derruba a taxa real. Veja abaixo: Argentina: 75% Brasil: 13,75% Hungria: 13% Colômbia: 12,75% Chile: 11,25% México: 10,5% Turquia: 9% Rússia: 7,5% África do Sul: 7,25% República Checa: 7% Polônia: 6,75% Indonésia: 5,75% Filipinas: 5,5% Índia: 5,4% Hong Kong: 4,75% Estados Unidos: 4,75% Canadá: 4,5% China: 4,35% Reino Unido: 3,5% Nova Zelândia: 4,25% Israel: 3,75% Cingapura: 3,56% Coreia do Sul: 3,5% Austrália: 3,1% Suécia: 3% Malásia: 2,75% Alemanha: 2,5% Áustria: 2,5% Bélgica: 2,5% Espanha: 2,5% França: 2,5% Grécia: 2,5% Holanda: 2,5% Itália: 2,5% Portugal: 2,5% Taiwan: 1,75% Dinamarca: 1,75% Tailândia: 1,74% Japão: -0,10% Suíça: -0,75%

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% na primeira reunião do ano

Selic está nesse patamar desde início de agosto de 2022; manutenção era esperada pelo mercado. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (1º), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano – patamar em vigor desde o início de agosto de 2022. O Copom costuma se reunir a cada 45 dias para definir a taxa básica de juros da economia. Esta é a primeira reunião do grupo durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É também a quinta vez consecutiva em que o Copom se encontra e fixa a Selic em 13,75% – o resultado já era esperado pelo mercado. Apesar da manutenção da taxa, a Selic permanece no maior patamar desde novembro de 2016, quando estava em 14% ao ano. Ou seja, em pouco mais de seis anos. No mês passado, o presidente Lula chegou a criticar o atual nível da taxa de juros e a defender a queda da meta de inflação como estratégia para redução do juro. Ana Flor fala sobre a primeira reunião do ano do Banco Central para definir a taxa de juros Comunicado do Copom No comunicado emitido após a reunião, o Copom avalia que: No cenário externo, o ambiente segue pressionado pela inflação e marcado "pela perspectiva de crescimento global abaixo do potencial no próximo ano". Para o comitê, a tendência de uma política monetária mais restritiva (com aumento da taxa de juros) em países avançados requer "cuidado por parte de países emergentes"; No Brasil, continua o cenário de desaceleração esperado pelo Copom. Segundo o comitê, a inflação continua acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta de inflação (veja mais abaixo sobre o sistema de metas). "O Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas", diz o comunicado. A política monetária se refere às ações do Banco Central que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a quantidade de dinheiro (condições de liquidez) na economia. No caso do BC, o principal instrumento de política monetária é a taxa Selic, decidida pelo Copom​. Sobre a manutenção da taxa básica de juros em 13,75%, o comitê argumenta que: a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos de 2023 e, em grau maior, de 2024"; não há prejuízo do objetivo "de assegurar a estabilidade de preços"; e também resulta em "suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego". Assim como dito nos comunicados anteriores, o Copom reforçou que continua "vigilante", indicando que deve manter os juros elevados por "período mais prolongado" de tempo para conter a inflação. O comitê não afastou a possibilidade de voltar a subir a taxa Selic "caso o processo de desinflação não transcorra como esperado." Autonomia do BC A autonomia do Banco Central foi sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021, após aprovação pelo Congresso Nacional. Dentre as mudanças, os mandatos do presidente e dos diretores do Banco Central passaram a ser de quatro anos, não coincidentes com os quatro anos de mandato do presidente da República. A ideia da lei é que, não podendo a diretoria da instituição ser demitida por eventualmente subir a taxa de juros, a atuação seja técnica, blindada de pressões político-partidárias, focada no combate à inflação. Cabe ao BC, por exemplo, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), definir a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Metas de inflação Para definir o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia. Neste momento, o BC já está ajustando a taxa Selic para tentar atingir a meta de inflação dos próximos anos, uma vez que as decisões sobre juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia. Para 2023, a meta de inflação foi fixada 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. A meta de inflação do próximo ano é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%. O Banco Central não conseguiu cumprir a meta de inflação nos últimos dois anos, quando o IPCA ficou acima do teto do sistema de metas. E a expectativa do mercado financeiro é de que a meta não será cumprida novamente em 2023.

TCU solicita acesso a sistemas do governo para avaliar as causas da crise humanitária do povo Yanomami

Acesso a dados é necessário para a auditoria realizada pelo tribunal em parceria com a CGU. Objetivo é identificar as causas da vulnerabilidade dos povos indígenas, em especial, do povo Yanomami. O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), informou nesta quarta-feira (1º) que a Corte solicitou acesso integral a sistemas usados pelo governo para dar prosseguimento à auditoria que avalia as causas da vulnerabilidade dos povos indígenas, em especial, do povo Yanomami. Rêgo é o relator do processo de fiscalização, feito em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o gabinete do ministro, foi solicitado acesso ao: Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), que agrupa os dados epidemiológicos de 34 distritos sanitários indígenas do país; Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), em que é possível obter informações sobre a situação sanitária e de saúde de determinada população ou município, além de outros dados. O TCU também solicitou ao governo a relação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que atendem o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, com o respectivo número do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O acesso às informações é necessário para o trabalho da equipe de auditoria do tribunal. A fiscalização foi anunciada na semana passada, após vir à tona a situação de penúria do povo Yanomami. Ainda na semana passada, equipes técnicas do TCU e da CGU se reuniram para definição da metodologia a ser utilizada no trabalho conjunto dos dois órgãos de controle. Decreto assinado por Lula determina ações emergenciais de socorro ao povo Yanomami Garimpo legal Em comunicação ao plenário do TCU nesta quarta, o ministro Vital do Rêgo afirmou que "existem indícios de que a expansão da extração de minerais no território Yanomami e Ye ́kuana tem proporcionado aumento dos casos de malária, doenças de veiculação hídrica e doenças respiratórias e, consequentemente, no aumento da taxa de mortalidade indígena naquela região". Contudo, ponderou que há outras possíveis causas que serão "devidamente evidenciadas pela auditoria" iniciada neste ano. Já há na Corte em andamento um outro processo, mais antigo, em que está sendo feita uma fiscalização para levantar as fragilidades e as oportunidades de aprimoramento à política de combate à extração de ouro ilegal em terras indígenas. Rêgo também é o relator. Agenda O ministro também informou durante a sessão plenária que no dia 8 irá ao território Yanomami com o intuito de "avaliar de perto a situação e colher subsídios para a fiscalização do TCU". Nesta quarta, ele recebeu o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, "oportunidade em que compartilhamos informações acerca das ações conjunturais a serem tomadas para combater esta grave crise humanitária", relatou.

Ligações abusivas de robôs têm redução de cerca de 40%, diz Anatel

Agência lançou site para saber que empresa está fazendo ligações inoportunas. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou balanço nesta quarta-feira (1º) das medidas adotadas no ano passado para tentar combater o telemarketing abusivo. Segundo a agência, houve uma redução de 40% do volume médio de chamadas realizadas por semana em comparação com junho de 2022. Além disso, 123 empresas foram bloqueadas de realizar chamadas por 15 dias após descumprirem as medidas e a Anatel identificou as empresas que mais realizam chamadas curtas (veja ranking abaixo). Na avaliação da agência, todas as ações que estão sendo adotadas têm surtido efeitos positivos, porém elas ainda são provisórias. "Queremos que até o fim do ano haja uma solução definitiva para esse problema", afirmou o conselheiro da Anatel Artur Coimbra. Por isso, 50 reuniões estão marcadas com entidades do setor ao longo deste ano. Segundo a Anatel, telemarketing abusivo acontece quando empresas fazem ao menos 100 mil ligações diárias que não chegam a ser completadas quando o consumidor atende o telefone ou que sejam desligadas automaticamente em até três segundos. As empresas utilizam robôs ("robocalls", no termo em inglês) que ligam automaticamente para o contato. Qual empresa me ligou? Durante entrevista coletiva, a agência também anunciou a criação do portal Qual Empresa Me Ligou. Nele, os consumidores podem consultar a empresa titular do número que está fazendo ligações inoportunas. Por enquanto, o endereço eletrônico traz informações de seis prestadoras de serviços de telecomunicações, mas essa quantidade deve aumentar nos próximos meses. "Até abril, todas as outras empresas devem entrar no portal", afirmou Vinícius Caram, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da autarquia. Iniciativas já anunciadas No ano passado, a Anatel fez diversos anúncios de medidas para combater o telemarketing abusivo, como: manter a determinação de bloqueio dos números que fazem ligações automáticas consideradas abusivas, ou seja, mais de 100 mil chamadas que durem de zero a três segundos. A medida, em vigor desde junho, será prorrogada até 30 abril de 2023; ampliar a determinação para bloquear as linhas telefônicas de uma empresa quando: I) a empresa fizer ao menos 100 mil chamadas por dia, somando todas as linhas telefônicas; II) e se 85% das 100 mil chamadas feitas pela empresa tiverem duração de zero a três segundos; divulgar mensalmente o nome das empresas que mais perturbarem o consumidor praticando o telemarketing abusivo. Além disso, determinou a implementação de dois prefixos para que os consumidores possam identificar chamadas de telemarketing e bloquear as ligações, caso assim desejem. As empresas devem usar o código 0303 para identificação de chamadas de telemarketing, essa regra está em vigor desde junho. E também ficou decidido que o código 0304 seria utilizado para identificação de chamadas telefônicas realizadas por empresas de cobrança, mas essa medida ainda deve entrar em vigor em meados deste ano. Quem mais liga A partir de relatórios, a Anatel conseguiu identificar as 20 empresas que mais realizam chamadas curtas no período de 30 de outubro a 24 de dezembro de 2022. Confira o ranking:          Nome do usuário                                 CNPJ R1 TECH TECNOLOGIA EM INFORMATICA LTDA EPP 17.974.198/0001-07 FOCO SISTEMAS DE TELECOMUNICACOES EIRELI 17.701.398/0001-96 INFINITUS BRASIL TELECOMUNICACOES LTDA 19.994.894/0001-00 WILLIAN POHLMANN MAZZARDO 09.688.319/0001-26 FLEX GESTAO DE RELACIONAMENTOS SA 10.851.805/0001-00 VPK TELECOM SERVICOS DE TELECOMUNICACOES LTDA 11.761.975/0001-59 FACA ACORDO PAGAMENTOS DIGITAIS EIRELI 39.233.599/0001-49 CEARA TRANSPORTES E SERVICOS LTDA 30.081.151/0001-82 FRANCA SOLUCOES EM TECNOLOGIA DA COMUNICACAO EIRELI 33.944.288/0001-01 T & C SOLUCOES EM TELECOMUNICACAO E INFORMATICA LTDA 30.549.327/0001-88 MAISVOIP SERVICOS DE TELECOMUNICACOES LTDA 33.211.011/0001-70 VONEX TELECOMUNICAÇÕES LTDA 07.239.238/0001-13 101TELECOM SERVICOS DE TELECOMUNICACOES LTDA 31.063.800/0001-85 GISELY BACCAS ROSA CONSULTORIA EM TECNOLOGIA DA INFORMACAO SLU LTDA 42.452.997/0001-60 AGT DO BRASIL SERVICOS DE COMUNICACAO EIRELI 16.652.706/0001-78 AGERA TELECOMUNICACOES SA 01.009.876/0001-61 VOXVISION TECNOLOGIA EM INTERNET LTDA 05.806.653/0001-86 UNIONCOBRA - ASSESSORIA DE COBRANCAS LTDA 02.784.022/0001-15 FIBRAVOX TELECOM - EIRELI 30.170.678/0001-83 TOLEDO PIZA ADVOGADOS ASSOCIADOS 02.735.428/0001-08 Em nota, a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), entidade que representa o setor de contact center no Brasil, afirmou que nenhum de seus associados foi citado na lista divulgada pela Anatel, reforçando que as empresas integrantes da associação já seguem "rígidas práticas operacionais do código de autorregulação do setor", iniciativa chamada de Probare. "A ABT considera legítima a iniciativa da Anatel por ser capaz de separar as empresas sérias, que empregam milhões de pessoas, em especial jovens em seu primeiro emprego e em situação de vulnerabilidade social, daquelas que não respeitam o consumidor no Brasil", afirmou a associação.

Fed sobe os juros dos EUA em 0,25 ponto percentual


Novo intervalo para o referencial de juros está na faixa de 4,5% a 4,75%. Sede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. REUTERS/Joshua Roberts O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou as taxas de juros do país nesta quarta-feira (1º) para uma faixa de 4,5% a 4,75% — uma alta de 0,25 ponto percentual. O resultado está dentro das expectativas de mercado. Na divulgação, o Fed indica que também analisando dados que determinam a resiliência do mercado de trabalho e o ritmo de crescimento dos salários, mesmo com as leituras recentes de que a inflação está diminuindo. Além disso, indica que continuará subindo suas taxas ainda que neste ritmo mais lento. "O Comitê antecipa que os aumentos contínuos na meta serão apropriados para atingir uma postura de política monetária que seja suficientemente restritiva para retornar a inflação para 2% ao longo do tempo", disse o comunicado do FOMC. "Ao determinar a extensão dos aumentos futuros no intervalo da meta, o Comitê levará em conta o aperto cumulativo da política monetária, as defasagens com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, e os desenvolvimentos econômico-financeiros." Segundo o Fed, a guerra na Ucrânia ainda é vista como um acréscimo à "elevada incerteza global", mas os agentes abandonaram a linguagem de comunicados anteriores que colocavam a guerra e a pandemia de Covid-19 como efeitos diretos para o aumento dos preços. Na última reunião, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) havia elevado o referencial de juros em 0,50 ponto percentual, para o intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. O avanço dos juros nos Estados Unidos começou a desacelerar em um cenário de combate à inflação persistente. Os preços ao consumidor dos EUA passam por desaceleração e tiveram alta de 6,5% no país em 2022, depois de chegarem a um pico de 9,1% em junho. Efeitos no Brasil Altas de juros nos Estados Unidos tendem a se refletir em alta na cotação do dólar no Brasil, uma vez que há saída da moeda do país, com o objetivo de buscar a melhor remuneração lá fora. Mas essa elevação já estava, no jargão dos investidores, "precificada" – ou seja, já se contava com uma alta nessa proporção. Assim, a divulgação da decisão do Fed não provocou movimentos mais acentuados na cotação do dólar por aqui nesta quarta. Os efeitos no Brasil, contudo, também podem ser de longo prazo: a alta de juros nos EUA indica uma desaceleração da economia mundial nos próximos meses, já que os empréstimos e investimentos ficam mais caros. Essa desaceleração tende a ter efeitos por aqui na forma de uma menor demanda pelos produtos e serviços brasileiros — que pode, no entanto, ajudar a reduzir a inflação doméstica.

Balança comercial tem superávit de US$ 2,7 bi em janeiro, melhor resultado para o mês em 17 anos

Segundo o governo, exportações somaram US$ 23,1 bilhões no mês e importações, US$ 20,4 bilhões. Venda de óleos brutos de petróleo foi o destaque no período. A balança comercial registrou superávit de US$ 2,71 bilhões em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta quarta-feira (1º). O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, o resultado é deficitário. Esse é o primeiro saldo comercial positivo para meses de janeiro em cinco anos, ou seja, desde 2018. Também é o maior superávit para meses de janeiro em 17 anos, portanto, desde 2006 (+US$ 2,72 bilhões). A série histórica tem início em 1989. Segundo o governo, em janeiro: as exportações somaram US$ 23,13 bilhões; as importações somaram US$ 20,42 bilhões. De acordo com o MDIC, as exportações, pela média diária, registraram alta de 11,7% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 1,05 bilhão (novo recorde histórico). Já as compras do exterior recuaram 1,7% nesta comparação, para US$ 928 milhões. Os destaques das vendas externas em janeiro foram: Óleos brutos de petróleo: US$ 3,28 bilhões Milho não moído: US$ 1,84 bilhão Minério de ferro: US$ 1,78 bilhão Óleos combustíveis: US$ 1,06 bilhão Açúcares e melaços: US$ 912 milhões Principais compradores China e Macau: US$ 5,25 bilhões, com alta de 10,8% União Europeia: US$ 3,73 bilhões, com aumento de 26,3% Estados Unidos: US$ 2,68 bilhões, com elevação de 16,6% Mercosul: US$ 1,48 bilhão (+7,5%), sendo US$ 1,05 bilhão somente da Argentina (+6,7%).

Nena dos Santos produz cacau no Pará

A produtora contribui com a região gerando renda e levando oportunidades. Nena dos Santos produz cacau no Pará Produtora de cacau na Ilha do Combu (PA), Nena dos Santos costuma dizer que a floresta protege o cacau e vice-versa. E, graças a essa proteção, a comunidade conta com renda e emprego. Nena transforma o cacau em chocolate, aumentando a renda e levando cada vez mais oportunidades para sua região. Confira mais vídeos: De onde vem o que eu como: Ovos De onde vem a grama Gente do Campo: Vanessa Alcoléa De onde vem o que eu como: melancia

'América Latina deveria ser região com menos fome no mundo', diz pesquisador


Professor e pesquisador de geopolítica da Universidade de Rosário e da Universidade da Defesa Nacional, na Argentina, diz que “os alimentos são um fator de poder”. Leia a entrevista. Em muitas ondas de fome ao longo da história, havia disponibilidade de alimentos, mas as pessoas não conseguiam adquiri-los EDMUND LOWE PHOTOGRAPHY Por trás da sua última refeição, pode ter existido uma história de grandes interesses. Não se trata apenas de quem proporcionou o alimento, mas de uma série de fatores que vão desde a produção até sua chegada ao mercado. E, em cada uma dessas etapas, pode haver interesses em jogo entre países ou corporações, segundo Juan José Borrell, autor do livro Geopolítica y Alimentos: el Desafío de la Seguridad Alimentaria Frente a la Competencia Internacional por los Recursos Naturales (“Geopolítica e alimentos: o desafio da segurança alimentar frente à concorrência internacional pelos recursos naturais”, em tradução livre). “Os alimentos são um fator de poder”, afirma Borrell, que é professor e pesquisador de geopolítica da Universidade de Rosário e da Universidade da Defesa Nacional, na Argentina. Ele também foi assessor da delegação argentina no Comitê de Segurança Alimentar Mundial da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Borrell participou do Hay Festival Cartagena, promovido na Colômbia entre 26 e 29 de janeiro de 2023. A seguir, leia os principais pontos da sua conversa com a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Para o professor argentino Juan José Borrell, ‘alimentos são fator de poder’ Arquivo pessoal Leia também: Recordes no agronegócio e aumento da fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo? Por que agricultores brasileiros estão deixando de plantar feijão - e o que isso tem a ver com a fome BBC News Mundo: Como os alimentos se tornaram uma questão geopolítica? Juan José Borrell: Os alimentos sempre foram importantes. O ser humano estruturou sua existência em torno da busca pelo abastecimento alimentar desde antes do Neolítico. Mas podemos dizer que os alimentos se transformaram em assunto geopolítico depois da Segunda Guerra Mundial, com o grande salto dado pelos Estados Unidos no cenário internacional. No marco da doutrina da contenção, da ajuda humanitária e da criação de organismos como a ONU, temas como a fome e a pobreza - que giram em torno da produção de alimentos - adquiriram alcance internacional. Vivemos nas últimas décadas um interesse renovado por uma série de fenômenos geopolíticos que voltaram a colocar o tema do fornecimento de alimentos na agenda maior da política internacional. Por exemplo, o crescimento das novas economias, a concorrência pelos recursos, o aumento da população mundial ou os danos aos ecossistemas. BBC: É uma questão de Estado ou de corporações que concorrem pelas suas posições no mercado? Borrell: É uma pergunta muito interessante porque geralmente se aborda a questão a partir de uma dicotomia entre o público e o privado. E não é assim. Por exemplo, um dos maiores produtores, comerciantes e consumidores de alimentos que surgiram nos últimos 20 anos é a China. E sabemos que a atividade do regime comunista chinês, que planeja a política econômica e exterior das corporações do país, pode ser equiparada à de qualquer empresa ocidental privada, como Cargill, Monsanto ou Unilever. Entidades, corporações e organismos internacionais fazem parte desta concorrência. Nas grandes potências, o setor privado trabalha de mãos dadas com o setor público. BBC: Quais são os países mais bem posicionados neste aspecto? Borrell: Quem cresceu de forma gigantesca nos últimos anos foi a China, com uma política eficiente de expansão que a levou a buscar novos recursos e melhorar a alimentação da sua população. O país mudou seus hábitos alimentares e consome mais proteína animal, aumentando a demanda nos países produtores do Cone Sul, por exemplo. Com relação às potências alimentares, os Estados Unidos são o centro de algumas das maiores corporações que impulsionaram a “revolução verde”, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E há também o Reino Unido. No que antes se chamava de Terceiro Mundo, podemos mencionar o Brasil e, em um ponto mais distante, a Argentina, que foi submetida a uma exploração intensiva e monocultura, com perda da biodiversidade. Casualmente, neste boom produtivo, os países da América Latina sofreram aumento da pobreza estrutural e da insegurança alimentar. É um paradoxo. O salto dos Estados Unidos no cenário global após a Segunda Guerra Mundial fez com que os alimentos se transformassem em um tema de interesse geopolítico GETTY IMAGES BBC: Qual é o objetivo dos países nisso tudo? Garantir sua própria segurança alimentar ou ganhar influência político-econômica por meio dos alimentos? Borrell: Ambas. Os alimentos são um fator de poder. Produção, sementes, patentes, insumos, comércio, portos, frota, preços ou produtos nas gôndolas dos mercados são uma enorme fonte de poder, capacidade de influência e geração de riqueza. As grandes potências concorrem por espaços de mercado, para ganhar renda e ter maior autonomia alimentar. Outros países servem para extração de renda, como é o caso da Argentina. Não existe uma política alimentar estratégica que solucione o problema do acesso da população aos alimentos. O fato de um país dispor de um sistema de produção agrícola intensiva não garante que as necessidades alimentares da sua população sejam automaticamente satisfeitas. BBC: Segundo um relatório da ONU, no ano passado, o mundo retrocedeu nos seus esforços para acabar com a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição. Por que existe cada vez mais fome se temos melhor tecnologia para produzir alimentos? Borrell: Existe um grande mito: o de que, graças à tecnologia, os rendimentos aumentarão e, consequentemente, maior quantidade de pessoas terá acesso a um maior fornecimento de alimentos. Ou, ao contrário, que existe fome onde faltam alimentos ou há excesso de população. O professor indiano Amartya Sen, ganhador do prêmio Nobel de Economia, demonstrou que, em muitas fomes históricas, havia fornecimento de alimentos, mas a população não tinha forma de adquiri-los. De fato, o sistema de produção intensiva não gera necessariamente alimentos. Ele gera uma matéria-prima que também pode ser empregada, por exemplo, para alimentação de animais ou fabricação de biocombustíveis. A Argentina é o maior produtor de biodiesel de soja do mundo e os Estados Unidos fabricam etanol com mais de um terço da sua colheita de milho. BBC: Ou seja, o problema da fome não se deve necessariamente à quantidade de alimentos disponíveis... Borrell: Exato. Tem a ver, como demonstra a FAO, com a questão do acesso. Mais de 85% da população mundial têm acesso aos alimentos disponíveis no mercado. Mas, se não tenho os meios econômicos para procurá-los, meu acesso será prejudicado. Relatórios do Banco Mundial indicam que cerca de 55 milhões de pessoas sofrem de fome crônica na América Latina GETTY IMAGES BBC: Que papel desempenha a América Latina no mapa agroalimentar global? Borrell: O que ocorre na América Latina e no Caribe representa um grande paradoxo. Dentre as regiões que eram consideradas em vias de desenvolvimento, nosso continente é o que tem a menor quantidade de pessoas que sofrem de fome crônica. Os últimos relatórios do Banco Mundial calculavam, em média, cerca de 55 milhões de pessoas. Mas, atualmente, a América Latina produz alimentos para 1,3 bilhão de pessoas e tem capacidade de produzir ainda mais. (Veja ao fim deste texto mais dados sobre a fome no mundo) A América Latina é um grande produtor de alimentos, mas parte da sua população não tem acesso ao abastecimento. A América Latina é o lugar onde deveria haver menos pessoas com fome no mundo. É talvez o continente mais rico em recursos, terras férteis, água potável, biodiversidade... BBC: Então, qual é o problema? Borrell: É a economia política, uma combinação de políticas extremamente liberais e políticas extremamente socialistas. Ambas geraram aumento da pobreza, retrocesso dos setores de classe média e mudanças do tipo de alimentação. Estamos observando um fenômeno que não existia meio século atrás. As pessoas que conseguem ter acesso ao abastecimento alimentar consomem alimentos com qualidade nutricional mais baixa. É um fenômeno que não fica circunscrito apenas à pobreza, mas também atinge a classe média. Os setores da classe média que dispõem de recursos, automóveis, boa moradia, celulares e bem-estar sofrem de excesso de peso, obesidade mórbida ou outros problemas, devido aos maus hábitos alimentares ou produtos industriais com baixa qualidade nutricional. Nem sempre as pessoas que têm acesso à cadeia de abastecimento consomem alimentos de boa qualidade nutricional GETTY IMAGES BBC: O sr. vê a China como um ator de maior liberdade de ação para a América Latina? Borrell: É uma pergunta delicada. A questão não é de liberdade. O que a China vem fazendo é ganhar mercados. Precisamos entender que o tipo de relações que a China estabelece também tem caráter assimétrico. A China se transforma em um grande comprador e, ao mesmo tempo, impõe condições que reduzem a margem de ação dos países da região. As potências nunca estabelecem relações entre iguais com países mais fracos, vulneráveis ou periféricos. BBC: A Argentina já foi considerada o “celeiro do mundo”, mas cerca de quatro em cada 10 pessoas do país vivem abaixo da linha da pobreza. Como se explica esta contradição? Borrell: O título de “celeiro do mundo” é um grande exagero. Não existe apenas um, mas sim diversos celeiros do mundo. Tem mais a ver com uma retórica nacional de um passado de grandeza que não é verdade. A Argentina é um país rico em recursos, mas tem uma política econômica deficiente, que é uma fábrica de geração de pobreza. Não será, de nenhuma forma, seu próprio celeiro, que dirá o celeiro do mundo. A Argentina tem todas as condições para ser um grande produtor de alimentos. Estimativas indicam que ela poderia produzir alimentos para 300 milhões de pessoas. Mas qual é o sentido de produzir para tantas pessoas se a metade dos menores de 14 anos da Argentina sofre de fome crônica? Toda uma geração está sendo privada de suas possibilidades de desenvolvimento, crescimento e trabalho, devido a uma série de políticas econômicas das últimas décadas, tanto pela direita quanto pela esquerda, que geraram aumento da pobreza da população. Estatísticas oficiais indicam que 51,4% dos argentinos menores de 14 anos vivem na pobreza REUTERS Fome no mundo Atualmente, segundo a FAO, cerca de 828 milhões de pessoas passam fome no mundo. Esse índice seguia praticamente inalterado desde 2015, próximo de 8% da população global. Mas com a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia, o número saltou nos últimos anos. A situação é particularmente preocupante na Ásia, onde cerca de 20% da população enfrentou a fome em 2021 (os últimos dados disponibilizados pela ONU). No mesmo período, no continente africano, 9% da população sofria de fome, e na América Latina e Caribe, 8,6%. No Brasil, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, conduzido pela Rede PENSSAN e divulgado em junho passado, 33,1 milhões de brasileiros vivem em situação de fome no país. No fim de 2020, eram 19,1 milhões. Esta reportagem é parte do Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores realizado na Colômbia entre 26 e 29 de janeiro de 2023. ASSISTA: 'Menino abraçou a rúcula como se fosse ovo de Páscoa', conta agricultora Gente do campo: 'Menino abraçou a rúcula como se fosse ovo de Páscoa', conta agricultora

Acionistas minoritários da Americanas pedem bloqueio de bens de majoritários e afastamento de conselheiros e diretores executivos


Grupo representado por escritório de advocacia em São Paulo requer, também, investigação de sócios de empresa responsável pela auditoria dos balanços financeiros da rede varejista. Fachada das Lojas Americanas em Franca, no interior de SP. IGOR DO VALE/ESTADÃO CONTEÚDO Uma ação movida na Procuradoria da República em São Paulo pede o bloqueio imediato de bens - incluindo imóveis e ações - dos acionistas majoritários da Americanas, além do afastamento de todos os conselheiros e diretores executivos da rede varejista. O pedido foi feito por um grupo de acionistas minoritários representados por um escritório de advocacia paulista. Na ação, o grupo pede, ainda que todos os conselheiros e diretores da Americanas e, também, os sócios da empresa PwC que auditaram os balanços financeiros da rede sejam investigados por crime financeiro. Dentre os argumentos apresentados à Procuradoria, o pedido aponta suposta "gestão fraudulenta" por parte da varejista ocultada pelos balanços financeiros auditados pela PwC. O documento enfatiza que os acionistas minoritários "viram seu patrimônio reduzido a pó" após a descoberta do escândalo financeiro. "Com este cenário de provável fraude contábil derivada de gestão fraudulenta, os mais de 146 mil acionistas minoritários da Americanas (AMER3) que acreditaram na solidez e na confiabilidade da governança corporativa do Grupo, na competência e honestidade das auditorias realizadas pela empresa PWC (PricewaterhouseCoopers), assim como em todas as informações disponibilizadas aos investidores na central de resultados da empresa , viram seu patrimônio reduzido a pó", destaca trecho do pedido.